É comum a ideia de que o pai não tem muito o que fazer com um recém-nascido, de que o  bebê nessas primeiras semanas precisa só da mãe para atender suas necessidades. Mas isso não é verdade. Há muitas coisas que o pai pode fazer no pós-parto, em relação ao bebê e também à mulher recém-parida – coisas que vão fortalecer seu vínculo com seu filho e ao mesmo tempo ajudar a mãe puérpera.

  • Tire uma soneca com o bebê deitado no seu peito, de preferência fazendo pele a pele.

Os benefícios do contato pele a pele entre mãe ou pai e bebê, sobretudo (mas não só) na primeira hora após o nascimento, já foram comprovados pela ciência: diminui o stress materno/paterno, acalma o bebê, alivia alguma possível dor física e fortalece o vínculo, o que tem consequências positivas até mesmo a longo prazo. Não tem pai – ou bebê – que não vá curtir esse momento (que aliás pode ser vivido não só no puerpério, mas por muitos e muitos meses)!

  • Quando puder, fique com o bebê para ele arrotar.

Se tem uma coisa que só a mãe pode fazer é dar de mamar. Mas quando o bebê terminar, ofereça para fazê-lo arrotar. É mais um momento prum colinho gostoso de pai para filho!

  • Confie na sua capacidade de confortar seu filho e fazê-lo parar de chorar.

Sabe quando o bebê está chorando muito, não quer mamar, a mãe canta mas não adianta, a mãe faz um embalinho mas ele não pára… enfim, quando nada parece funcionar? Experimente, pai, pegar seu bebê no colo, cantar pra ele, embalá-lo. Você estará fazendo a mesma coisa que a mamãe estava, porém é provável que com você tenha resultado. Eu não sei o que é, mas parece mágica! Talvez seja porque o pai está mais calmo, talvez seja porque o corpo do homem tende a ser mais quentinho (eles possuem maior taxa de massa magra, o que faz com que seu metabolismo seja mais acelerado, gerando calor extra)… O fato é que os pais muitas vezes têm a fama de que acalmam o bebê com maior facilidade!

  • Passeie com o bebê no sling.

O sling – e os carregadores de modo geral – não são apenas para as mamães! É uma delícia carregar o bebê bem juntinho a si e dar uma caminhada por aí. Mudar o cenário é enriquecedor para o bebê, mesmo que ele nem esteja de olhinhos abertos apreciando a vista. Novos sons, novos cheiros… o bebê sente tudo! E vai absorvendo o novo com segurança enquanto curte o quentinho do peito do pai.

  • Aprenda a dar banho no seu bebê.

O momento do banho é precioso! Eu sempre curti muito a hora do banho com meus bebês. E o pai pode aprender isso desde os primeiros dias! Para aqueles que ficam meio cabreiros, com medo de fazer alguma coisa errada ou mesmo de afogar o bebê, a sugestão é começar aos poucos, primeiro acompanhando o banho, depois quem sabe apenas passando o sabonete… Quando você se der conta, vai estar até mesmo preparando a água na temperatura certa com confiança! Mais um momento compartilhado que solidifica o vínculo pai-filho!

  • Não tenha medo de trocar a fralda.

São tantas fraldas trocadas por dia! É até importante ter mais alguém na casa que possa fazer isso! E apesar de eu estar me repetindo, é sim mais um momento pra uma “conversinha” e um chamego de pai para filho e vice-versa!

  • Pergunte à sua mulher como ela está e no que você pode ajudar.

A pergunta de ouro, que todos deveriam fazer! Essa demonstração de amor e carinho só vai aumentar a admiração de sua companheira por você, sem contar que uma mãe com apoio, mais descansada, gera tantos benefícios para toda a família que nem cabe neste post.

  • Elogie a ótima mãe que ela está se tornando.

Em meio ao turbilhão puerperal, um elogio desse tem mais poder do que você pode imaginar.  Não economize!

  • Veja se tem água para a mãe beber quando ela estiver amamentando.

Amamentar dá muita sede! E manter-se hidratada auxilia demais na produção de leite. Fique atento a isso. Ajude a cuidar de quem produz o alimento mais importante para o seu filho.

  • Não cobre que “está na hora de transar”, mesmo que já tenham passado os 40 dias.

No pós-parto, para a maioria das mulheres há pouco ou nenhum espaço para pensar em sexo. E esse período pode ir bem mais além dos famosos 40 dias de resguardo. Não cobre de sua companheira que volte a ser o que era antes da gravidez. Em vez disso, pergunte como ela se sente em relação ao assunto. Conversar sobre o tema ajuda bastante na nova relação do casal que se está criando. Compartilhe suas ideias e sentimentos, e se abra para a compreensão.

  • Não critique ou estranhe se sua mulher chorar.

Você não tem ideia do poder dos hormônios, sobretudo no pós-parto, quando uns caem repentinamente e outros sobem a níveis surpreendentes. Naturalmente, os hormônios são apenas uma parte do puerpério, este período de transição que mexe com a mulher e com o núcleo familiar de modo geral. Chorar faz totalmente parte disso. Entenda que é natural e não fale: “Não chore!” Em vez disso, que tal lhe dar um abraço?

 

Bom, essas são algumas dicas que vão fortalecer não só o vínculo pai-filho, mas também o vínculo entre o casal, seja ele hetero ou homoafetivo. A gente fala muito em “pai”, mas as dicas se aplicam também para a outra mãe se for o caso, para a mãe que não passou pela gravidez e que não está amamentando, por exemplo.

E você, leitor(a), tem mais alguma sugestão para dar aos papais e mamães de plantão?

6 comentários

  1. Tão legal as dicas que enviei ao meu parceiro, mesmo ele já praticando algumas delas, mas é pra ser cosnciente do que faz e do que precisa fazer.
    gratidão

  2. Graças a Deus eu tive sorte. Meu marido é maravilhoso. Me ajudou e continua ajudando bastante… Até hoje, desde que minha filha nasceu, ela agora está completando 4 meses, é ele que dá o banho nela desde a maternidade. Ela adora e ele também. É muito bom isso. Não só pela ajuda, mas pelo vínculo que cria na família.

    1. Ana, sinto muito que você tenha passado por isso. Acontece com muita gente. Por isso, falamos tanto no puerpério, pra mudar a realidade das mães recentes, que merecem todo o apoio possível! Obrigada por dividir sua experiência com a gente! bjssss

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