raindrop2 (2)Outro dia eu estava fazendo minhas leituras – dos links que salvo para ler quando dá – e me deparei com dois artigos opostos mas que falam exatamente da mesma coisa.

O primeiro foi este aqui. Nele a autora explica como tentou de tudo mas mesmo assim não conseguiu amamentar. E como sofreu! Não apenas por causa da sua cobrança pessoal, mas especialmente pelo que os outros diziam – sobre a importância do aleitamento materno, como ela deveria ter amamentado, etc., etc., etc. Até a pediatra da filha falou.

O segundo texto que li foi este . Trata de mães que amamentam seus filhos depois que eles completaram um ano de idade, que praticam a amamentação prolongada, levantando sua bandeira: Nós não estamos amamentando “ainda”, estamos apenas amamentando! Fotos e depoimentos pela aceitação de que amamentar depois de um ano também é normal, pelo fim da estranheza com isso!

Depois pensei em mim. Em como muitas vezes fico com um certo constrangimento de falar que amamentei minha filha “só” até 1 ano e 2 meses. E de que não foi escolha exclusivamente dela o desmame. Que mãe cruel devo parecer às mães desses trabalhos fotográficos lindos sobre amamentação que têm aparecido na internet…

Aí, gente, eu pensei que não dá pra ser assim. Que nós precisamos entender de verdade, bem dentro de nós, que cada mulher tem a sua história e os seus motivos para cada escolha que faz. E que se a gente estivesse no lugar dela, com todas as circunstâncias envolvidas, provavelmente teria tomado a mesma decisão. E se sentido do mesmo jeito.

Mais amor, menos preconceito. Mais compreensão, menos julgamento. Mais solidariedade, menos crenças autoritárias (sejam do tipo que forem).

Nós mulheres temos que nos compreender e nos darmos a mão! Todas temos os nossos preconceitos, não só em relação à amamentação mas a qualquer assunto de maternagem, e é urgente que tomemos consciência das nossas concepções, e que isso nos faça aceitar com plenitude nossas próprias escolhas e olhar para a outra com empatia. Porque numa coisa somos iguais: a empatia de outra mulher nos conforta, nos dá segurança, nos impulsiona a continuar fazendo nosso melhor e a nos sentirmos bem com o nosso maternar.

E verdadeiramente é isso que vai criar seres humanos melhores para o mundo. Mães felizes, seguras, satisfeitas criam filhos felizes, seguros, satisfeitos com a vida.

Nossa solidariedade umas para com as outras é que vai construir um mundo mais em paz, mais humano, no sentido mais nobre da palavra. São tantos os desafios da maternidade! Sigamos juntas, sigamos de mãos dadas (dá licença pela paráfrase, Drummond!).

Empatia entre mães é cura pro mundo.

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