Como já falamos outras vezes, o pós-parto é esse período intenso na vida de quem tem filho, em que muitas coisas diferentes estão em jogo: da mudança física à mudança de vida e de prioridades, a transição da vida sem filhos para a vida com filhos (e também da vida com um filho para a vida com dois, e assim por diante) é a fase mais delicada da vida de toda mulher que vira mãe.

A maioria das mulheres-mães com quem conversamos nos dizem que as primeiras semanas foram “horríveis” ou “difíceis” ou “estressantes”. Mas nós da Abraço de Mãe acreditamos – e vemos na prática – que o puerpério pode ser vivenciado com mais suavidade e plenitude. No post de hoje vamos falar sobre os três principais recursos para uma vivência puerperal satisfatória apesar de sempre intensa.

#1 rede de apoio:

A puérpera não terá nem vontade nem tempo para os afazeres do dia a dia e pessoas que assumam essas responsabilidades, permitindo à mãe recente focar apenas em si mesma e no bebê, são essenciais. Pense de fato em quem pode ajudar e converse abertamente com essas pessoas antes de o bebê nascer. Mas atenção: a rede de apoio não é importante “apenas” para as tarefas braçais, digamos assim. É tão primordial quanto isso ter alguém em quem você sabe que vai poder confiar seus sentimentos sem julgamento, alguém que vai ouvir você durante seu puerpério e normalizar os sentimentos tão contraditórios típicos desse período. Isso é mais natural de conseguir com uma pessoa que seja mãe –  e com cujo estilo de maternagem você se identifica –  ou então com uma doula pós-parto, que é treinada na empatia e tem conhecimento mais profundo sobre o puerpério. Grupos de apoio, presenciais (rodas de pós-parto) ou online, em que você possa trocar ideias com outras mães na mesma situação que você também são excelentes! Fica a dica!

#2 planejamento:

Com tanta coisa acontecendo na gravidez e parto, é comum o pós-parto ficar sem planejamento. No entanto, deixar tudo para quando já se estiver no puerpério poderá causar mais estresse, confusão e choro. Um pequeno planejamento pode fazer uma grande diferença! Faça uma boa compra de supermercado antes de o bebê nascer, congele comida, delegue responsabilidades (como explicado acima), liste profissionais em que você confia e que podem ser necessários no seu pós-parto (médicos – pediatra, ginecologista, etc. – e não médicos – mais sobre isso aqui). Já saber a quem recorrer pra obter ajuda em determinados desafios vai contribuir para o cortisol (o hormônio do estresse) não chegar a níveis tão altos. Cada detalhe no pós-parto tem seu valor!

#3 mente aberta:

Mesmo com planejamento, é aconselhável manter a mente aberta, pois o pós-parto é imprevisível e as coisas podem sair diferente da expectativa – e sempre tem a parte para a qual não é possível traçar planos. Então, se você se preparou pra caramba para a amamentação, por exemplo (o que é altamente recomendável), leu e viu vídeos e tem certeza de que não vai precisar de uma consultora em aleitamento materno, não se cobre ou se sinta culpada se você acabar enfrentando desafios nesse aspecto. Não é vergonha nem errado precisar e pedir ajuda. Hoje em dia há muitos recursos e terapias complementares que ajudam na amamentação e na recuperação do pós-parto (reflexologia, reiki, musicoterapia, massagem, pra citar alguns…). Esqueça suas descrenças anteriores e permita-se tentar algo novo! Aliás, esse é o período em que estamos abertas de coração e alma para o novo, ideal para nos libertarmos de limites rígidos e estritos que às vezes acabamos nos impondo. A mente aberta também conta para aceitar uma alimentação talvez diferente da que você tinha antes, focada nas necessidades do seu corpo. A mente aberta ajuda a lidar melhor com expectativas frustradas. “Vou passar só duas semanas na minha mãe e logo venho pra casa”; “já li Laura Gutman e vou mergulhar na minha sombra”; “li muito sobre o assunto e vou curtir demais minha lua de leite”; “sempre gostei de festa e vou querer receber muitas visitas”; “sempre lidei bem com crianças e bebês e vou tirar de letra” são pensamentos comuns e que a gente não tem que ficar tentando não sentir, afinal eles fazem parte da caminhada. Mas daí a importância de se manter com a mente e o coração abertos, para que a frustração não se transforme em sofrimento.

Há variados recursos, desde livros sobre o pós-parto e maternidade a cursos de preparação para o puerpério, que hoje estão disponíveis pra gente. Esses de que falamos acima são os três recursos que consideramos essenciais para que a sua lembrança do seu pós-parto não esteja vinculada às palavras “horrível”, “difícil” e “estressante”, que citamos no começo deste post.

A Abraço de Mãe oferece diversos tipos de atendimentos e serviços que podem te ajudar nas diferentes situações que trilhamos durante a jornada puerperal. Estamos à disposição online para todo o Brasil (é pretensão dizer para todo o mundo?) e presencialmente em Florianópolis e região (e agora também em Wellington, na Nova Zelândia!). Não deixe de ver nossa página sobre o que temos a oferecer e saiba que você tem sim muitas opções. Conte com a gente!

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