IMG_8245 - CopyDulce Piacentini  

Doula de pós-parto (Bini Birth), consultora em aleitamento materno (GAMA – SP), doula de parto (DONA International), educadora perinatal (ICEA – International Childbirth Education Association)

Sou de Florianópolis, mãe do Caio (6 anos) e da Isadora (4 anos), e hoje atuo como doula de pós-parto e consultora em aleitamento materno.

Meu envolvimento com assuntos de maternagem começou, como é comum acontecer, com a maternidade. Foi na gravidez do meu primeiro filho, à época morando na Nova Zelândia, que eu comecei a estudar a gravidez, o parto, o pós-parto e educação de filhos e não parei mais! Eu simplesmente amo pesquisar, ler e escrever sobre esses assuntos.

Meu gosto por pesquisa, este sim, vem de longe. Me formei em Direito, e minha inclinação sempre foi pela área de direitos humanos. Minha monografia de graduação abordou os direitos humanos em seu aspecto internacional e depois fiz uma pós-graduação na Espanha, na qual tomei conhecimento de maneira mais profunda sobre a questão da diversidade cultural em relação aos direitos humanos, de um possível “diálogo” entre culturas. O tema dos direitos das mulheres e das crianças sempre me tocou muito e consegui juntar os dois na minha pesquisa de mestrado, que culminou na publicação do livro: “Direitos Humanos e Interculturalismo – Análise da prática cultural da mutilação genital feminina”.

O período do puerpério foi bastante marcante para mim (escrevi sobre minhas duas experiências aqui e aqui). E desde a primeira vez que passei por ele, sinto vontade de fazer algo para que a travessia desta fase possa ocorrer de maneira mais leve para as mães. Mas foi apenas no segundo pós-parto, que vivi no Brasil, onde voltei a morar desde fins de 2013, que enxerguei verdadeiramente o caminho para fazer isso.

Hoje, como doula e educadora, sinto que finalmente estou colocando em prática a bandeira dos direitos das mulheres e crianças que sempre defendi. Agora vou além do Direito, campo por vezes muito teórico, e vejo que posso fazer diferença na vida das mulheres, sim. Com informação e apoio, objetivos primordiais da Abraço de Mãe, vamos alcançar a emancipação, o protagonismo e o empoderamento que as mulheres-mães são dignas de ter. Estamos apenas no começo!

Saiba mais sobre como Dulce Piacentini entrou no mundo da doulagem neste vídeo:

 

IMG_7962 - CopyDaniela Wolff  

Consultora em aleitamento materno (por três instituições: Mame BemGAMA – SP, Tetê Nosso de Cada Dia), doula de pós-parto (Bini Birth) e  doula de parto (DONA International)

Nasci em Gramado – RS, mas moro em Florianópolis desde os 8 anos de idade. Sou mãe do Arthur, de 11 anos, e do Henrique, de 7 anos.

Quando o Henrique nasceu, ainda na maternidade, despertou em mim a vontade de trabalhar com mães. Eu observava as enfermeiras cuidando das mulheres que tinham acabado de dar à luz e me colocava no lugar delas pensando o quanto eu gostaria de fazer este tipo de trabalho, de poder dar apoio e conforto neste momento tão sensível e especial da vida de cada uma. Eu já havia passado por um puerpério intenso e desafiador, e estava apenas iniciando minha travessia puerperal pela segunda vez, uma caminhada que foi profunda e cansativa, apesar de já ter tido essa experiência antes.

Me formei em Educação Física pelo Cefid – UDESC em 1999 e fui professora de dança oriental árabe por 20 anos. Sempre gostei de empoderar as mulheres. Através da dança, nos conectamos com a nossa feminilidade, com o nosso eu interior e nutrimos nossa autoestima, aspectos que são essenciais também no puerpério.

Quando recebi o convite da minha amiga de toda a vida para fazer uma parceria de doulagem pós-parto, senti a certeza de que este era o caminho a ser percorrido, de que como doula pós-parto eu continuaria a minha jornada de dar suporte e autoconfiança às mulheres. Através da Abraço de Mãe, vamos levar informação e acalanto para as famílias que iniciam a sua emocionante vivência como pais e mães.

Saiba mais sobre como Daniela Wolff entrou no mundo da doulagem neste vídeo:

 

 jaqueJaqueline Zanatta

Doula de parto (DONA International), facilitadora de aleitamento materno (ONG Amigas do Parto), doula de pós-parto (Bini Birth),  educadora perinatal (ICEA – International Childbirth Education Association), acadêmica de Fisioterapia (UDESC)

Sou de Porto Alegre e moro em Florianópolis desde 2011, sou mãe do Antônio de 4 anos e hoje atuo como educadora perinatal, doula de parto e pós-parto.

Meu interesse pelo universo materno surgiu a partir do momento em que me tornei mãe. Após o nascimento do meu filho e uma longa jornada, descobri que amo tudo o que se relaciona com mulheres e bebês.

O puerpério para mim foi desafiador, me confrontei com o desafio da amamentação, do reconhecimento e da formação do vínculo com o bebê, e foi nesta etapa tão importante que tive o ombro amigo, a escuta atenta, o apoio constante e o abraço de mãe da doula pós-parto, o que me fez buscar e desvendar este novo caminho. A partir disso, além de buscar a formação como doula, ingressei no curso de Fisioterapia para aprender e ampliar meus conhecimentos sobre o corpo e sobre o desenvolvimento humano, podendo assim oferecer o melhor para gestantes e puérperas que viria a conhecer e atender.

Meu foco sempre foi dar apoio emocional, físico e psicológico para as mulheres que passam pelo período de gestação, parto e puerpério, o que fez com que ao ser convidada pelas amigas Dulce e Daniela para fazer parte da Abraço de Mãe não me restasse dúvida da linda trajetória que existe aqui, em prol do empoderamento das mulheres e do acolhimento necessário nesta fase tão marcante da vida.

 

Laura Gomez – Laurita

Doula de parto (DONA International), facilitadora de aleitamento materno (ONG Amigas do Parto)

Sou do Paraguai e moro em Florianópolis desde 2006, mãe do Gael de quase 4 anos, e hoje atuo como doula de parto e pós-parto e como facilitadora de aleitamento materno.

Meu interesse pela maternidade surgiu também quando me tornei mãe. Sou feminista desde muito nova, sempre lutando pelos direitos das mulheres e pelo empoderamento feminino, mas a maternidade especificamente nunca tinha sido meu foco, até eu me ver mãe. Foi aí que me deu um click: se ser mulher é difícil, ser mãe é mais ainda, é mais desafiador; a sociedade patriarcal de hoje acaba sendo descriminadora, castradora e violenta de forma geral em relação às mães.

A gestação, o parto e o puerpério são momentos da vida em que as mulheres estão mais vulneráveis. No parto, por exemplo, a mulher pode sofrer violência obstétrica, por isso é tão importante estar informada. Conhecimento é poder, e é neste ponto que a doulagem me chamou, pois vejo a doula como uma fonte de conhecimentos baseados em evidências científicas, de informações atualizadas e de métodos não farmacológicos de alívio da dor.

Passei por uma gestação bem tranquila, um parto normal no SUS e um puerpério caótico por causa de uma depressão pós-parto paterna e uma falta de rede de apoio. Tudo teria sido mais fácil com uma doula de pós-parto, alguém pra me acolher e me dar dicas preciosas para este momento. Me preparei tanto pro parto, li muito, estudei, me informei, fui em tudo quanto era roda de gestante, mas não me preparei pro pós-parto – hoje vejo o valor da doula. Quando eu pari meu filho, nem tínhamos a “Lei das Doulas”. Hoje eu não ficaria sem uma, alguém para cuidar de mim nesse momento vulnerável, para eu poder me entregar sem medo e com apoio.

Sou formada em Ciências Sociais pela UFSC, larguei o mestrado depois da maternidade e entrei no mundo da doulagem, me entregando de corpo e alma. Faço parte da diretoria da ADOSC – Associação de Doulas de Santa Catarina. Hoje sou uma Psicanalista em formação, pois senti o chamado para ajudar dessa forma mais mulheres a passar por este processo de “parir-se mães” de uma forma mais leve e consciente.

Agradeço o convite para formar parte da Abraço de Mãe – fiquei supercontente! Espero contribuir muito nesta equipe linda de mulheres maravilhosas, cada uma com uma força especial! Juntas faremos um espaço de acolhimento e cuidado para mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto.