Quando a Abraço de Mãe começou a oferecer o serviço de doula de parto, além da doulagem pós-parto que sempre foi nosso foco, a Grazi foi uma das nossas primeiras clientes. 

Já tendo um filho de 10 anos que nasceu de parto normal, mas com certos traços de violência obstétrica dos quais ela se deu conta anos depois, desta vez Grazi queria fazer diferente. Queria um parto o mais natural possível, com respeito e protagonismo. E ela conseguiu!

Neste relato, tão curto quanto foi a duração do seu parto (!), Graziela divide com a gente a sua gratidão em especial pelo trabalho da doula Daniela, uma amizade de muitos anos que se fortaleceu ainda mais no compartilhar desse momento tão especial… pras duas!

Obrigada, Grazi!

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Quando engravidei da Maria Flor, meu filho João Gabriel estava com 10 anos. Muita coisa em relação ao parto mudou desde que ele nasceu. Na época eu estava convicta que queria parto normal e foi deste modo que o João Gabriel nasceu apesar das muitas intervenções que foram feitas; e mesmo eu me considerando esclarecida, não tinha conhecimento de várias delas e de que não eram mais recomendadas.

Agora eu queria um parto diferente, que fosse o mais natural possível, em que eu pudesse vivenciar com mais intensidade, e também com mais consciência, tudo o que eu havia passado antes. É claro que não havia como garantir isso, mas eu estava me preparando para que fosse dessa maneira.

A presença da Dani neste processo foi muito importante. Antes de ser minha doula, éramos (somos) amigas e nossos laços se estreitaram ainda mais. Ela acompanhou toda a gestação, me apresentou e me auxiliou a montar meu plano de parto, sanou minhas dúvidas.  Este trabalho conjunto com a minha obstetra me deu confiança e mais força para que desta vez o parto fosse diferente: que eu fosse ativa no parto!

Quando a bolsa estourou nos comunicamos e depois de termos certeza que eu estava em trabalho de parto combinamos de nos encontrar na maternidade.

Chegando lá ela me aguardava. Eu me senti acolhida. As contrações estavam fortes e cada vez mais frequentes e quando consegui me acomodar em uma posição confortável, a doula suavemente iniciou massagens nas minhas costas, ajudando a aliviar minha dor.

Ela orientou meu marido a controlar o horário das contrações e os dois fizeram um ótimo trabalho juntos, me apoiando naquele momento tão dolorido mas muito especial. Quando o obstetra chegou para fazer a triagem, ela auxiliou no meu deslocamento, pois naquela hora as contrações eram contínuas e a Maria Flor estava prestes a nascer.

Minha doula esteve perto em todos os momentos. Na sala de parto estava de olho em todos os procedimentos, pois naquele instante nem eu nem meu marido tínhamos condições de cuidar disso. O parto foi muito rápido, o médico e a enfermeira não tiveram tempo de ler o plano de parto, mas ela sabia tudo o que tínhamos “planejado” para aquele momento. Ela observou cada detalhe e depois de uma semana na sua visita pós-parto ela me contou o que eu não pude acompanhar. E sutilmente conversamos sobre vários aspectos, amamentação, rede de apoio, filho mais velho… a  Dani sabendo se colocar tão bem naquele momento do puerpério, que é  lindo, mas também cheio de emoções contraditórias.

Muito obrigada, Dani!

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