Lying-in é a expressão usada em inglês para designar a velha prática de a mulher ficar um tempo na cama depois do nascimento do seu bebê; um período de descanso pelo qual a mulher costumava passar mesmo que não tivesse tido nenhuma complicação no parto. É o que se chamava (ou ainda se chama) “resguardo” no Brasil.

Aqui o resguardo é determinado como tendo 40 dias, o que é bastante questionável, pois cada mulher é única e tem a sua necessidade específica – 40 dias pode servir para algumas mulheres, menos dias para poucas, mais tempo é a realidade de muitas.

O post de hoje é inspirado no texto “The Healing Power of Rest: Lying-In with your new baby”, que eu traduzi com uma certa liberdade. O original você encontra aqui.

É o tempo de resguardo possível nos dias de hoje?

A gente acredita que sim. O “resguardo moderno” envolve equilibrar a realidade e as expectativas da mãe de hoje com a realidade de um corpo que está se recuperando e as perspectivas de um bebê recém-nascido.

Assim, aqui vão algumas dicas para ajudar as mães nessa adaptação.

Fique na cama.

Este é o seu momento de cura, física, mental e de alma. Afinal, o parto de fato parte muita coisa na gente – velhas concepções, conceitos que já não nos servirão. Permita-se zerar suas expectativas de que você vai ser a mesma pessoa ativa que você era antes do bebê chegar. Você vai ter tempo para ser ativa mais tarde. Escute as dicas que seu corpo dá caso você esteja tentando fazer coisa demais.

Consuma comidas nutritivas e bebidas mornas.

Congelar comida durante a gravidez e aceitar comida caseira que outros façam para você ajuda muito a manter a família toda nutrida e bem.

Ignore a louça, não olhe para a pia. Em vez disso, olhe para seu bebê.

Procure não se preocupar com a louça ou a roupa acumulada. Quanto mais você abraça e olha para seu filho, maior será o vínculo entre vocês. Lembre-se que vocês estão apenas começando a se conhecer. Vocês já esperaram nove meses para se encontrarem, então aproveitem!

Permita-se ser cuidada.

Já que, tradicionalmente, o resguardo envolve pessoas cuidando da mãe, aproveite as pessoas que oferecem ajuda, amigos e parentes, e diga o que você precisa. Ao mesmo tempo, sinta-se à vontade para declinar ajuda de pessoas que você acha que causarão estresse a você mesma ou ao bebê. Vocês são a prioridade.

Apaixone-se pelo seu bebê, muitas e muitas vezes.

Cada vez que você olha o seu bebê, parece surreal e glorioso! É como se apaixonar repetidas vezes! Curta cada um desses momentos!

 

Hoje muitas mulheres vêm usando a expressão “lua de leite” (babymoon em inglês) para fazer referência a esse período tão importante e delicado na vida de quem se torna mãe. E a ideia, como já comentamos, é que a mãe recente possa ficar mais do que os meros 40 dias que se costumava atribuir a esse período. Tentar respeitar a vontade e necessidade da mãe é o que vai definir o momento de “sair” do resguardo. Isso acontece aos poucos, tal qual borboleta que rompe o casulo camada por camada!

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